segunda-feira, 14 de abril de 2014

Corretor: Chris Gardner


Pesquisa enviada por: Victor Siqueira - 1ºB
Fonte: ???




Chris Gardner

Gardner nasceu em 1954, no Wisconsin. Não teve uma infância fácil. O pai já havia se separado de sua mãe antes de ele nascer, e seu padrasto, homem violento, frequentemente agredia sua mãe, ele e seus irmãos. Na juventude, quis ser médico e chegou a trabalhar como assistente de pesquisa na Universidade da Carolina. Mas, percebendo que não conseguiria cursar medicina, foi trabalhar como vendedor de equipamentos médicos. Com um filho pequeno, buscou um novo emprego para aumentar a renda e, encontrou um corretor de valores bem vestido saindo de uma Ferrari vermelha. Empolgado com a profissão, inscreveu-se no programa de trainees, viu a mulher abandoná-lo, perdeu sua casa e passou a morar em abrigos para sem-teto. Contratado, iniciou uma trajetória que desembocaria na sua própria corretora, a Gardner Rich, em Chicago. A história de Gardner inspirou o filme À Procura da Felicidade, lançado em 2006 e estrelado por Will Smith.

Uma oficina para mulheres

Pesquisa feita por: Carina Aparecida dos Santos




Agda Oliver
 
Enganada por um mecânico Agda Oliver, 31 anos. Ressentida com o alto valor pago por uma revisão do veículo e por peças que nem sequer existiam no automóvel novo, resolveu aprender tudo sobre o assunto para nunca mais ser passada pra trás. Com tanta pesquisa para entender os desenhos que enfeitam os painéis dos carros, acabou se apaixonando e resolveu abrir o próprio negócio no ramo ainda considerado inusitado para mulheres.
Antes da oficina Meu Mecânico, Agda nunca pensou em trabalhar no setor, pois era bancária. Quando foi trapaceada por um mecânico, pesquisou na internet, percebeu que os questionamentos era comuns entre outras condutoras. “Sempre tive vontade de empreender, ser dona do meu próprio negócio. Ao conhecer a história de outras mulheres que foram enganadas por mecânicos, percebi que montar uma empresa voltada para mulheres seria uma ótima oportunidade”, conta. Novata nos negócios, encontrou no Sebrae no Distrito Federal a orientação para fazer a empresa dar certo. “Participei de um curso sobre inovação do Sebrae e foi lá que desenvolvi a ideia do projeto Terça Para Mulheres (TPM)”. Neste dia da semana, enquanto o carro é revisado, as clientes seguem para um salão de beleza próximo ao estabelecimento e têm direito a desconto em uma rede de academias de ginástica da cidade, além de tratamento de pele à domicílio. A iniciativa foi elogiada por consultores da instituição, e Agda foi convidada a expor a ideia na Feira do Empreendedor de 2011. 
Para atrair seu público, as paredes da oficina, que fica em Ceilândia (DF), são cor de rosa. “Também forneço dicas por e-mail sobre manutenção, revisão e como trocar pneu, por exemplo. Além disso, fazemos promoções só para a clientela fidelizada”, conta. Aquelas que se interessarem pelo universo de automóveis podem participar de uma explicação exclusiva sobre como funciona cada equipamento. A empreendedora continua contando com ajuda do Sebrae no DF. “Recebo consultoria financeira e a visita dos Agentes Locais de Inovação (ALI). Se não fosse pela instituição, não sei se ainda estaria com as portas abertas. Sei que toda empresa passa por dificuldades nos primeiros anos, mas ao participar dos cursos eu aprendi que o planejamento é essencial para que a empresa sobreviva e, principalmente, lucre”, conta. Agda investe na capacitação dos quatro funcionários para que cresçam junto com a empresa. “Já participaram de cursos de atendimento ao cliente e vendas”, afirma. 
Otimista com a oficina, já planeja novos meios para crescer e sabe bem o caminho que pretende trilhar. “Em cinco anos, quero montar franquias por Brasília e quem sabe até em outras cidades. Até lá, quero estar preparada e padronizar tanto o atendimento quanto a estrutura da oficina”, revela. Agda também pretende montar um salão de beleza anexo ao estabelecimento. “Quero que minhas clientes saiam felizes e poderosas de uma oficina mecânica e não revoltadas com o atendimento, como aconteceu comigo alguns anos atrás”.

Chocolates personalizados: Chococrie

Pesquisa feita por: Alice Duarte Leite -1º B

Fonte: ?

                                                                                 

A procura por um chocolate para a namorada e de um sapato para a noiva levou os empresários Filipe Onuki Libano, e Felipe Luiz da Silva,  a abrirem, cada um, um negócio diferente de produtos personalizados na internet.

Com um investimento de R$ 200 mil, Libano, da capital paulista, iniciou, em junho deste ano, a venda de chocolates personalizados, com a Chococrie. A loja permite que o cliente monte o seu chocolate (com até cinco ingredientes) no site da empresa e receba o produto em casa.
Silva lançou, em março deste ano, a linha de sapatos exclusivos Vionee. Para abrir a empresa, que tem sede em São João Batista (SC), ele investiu R$ 800 mil.
Ex-bancário, Libano decidiu investir em chocolate gourmet depois de procurar um produto diferenciado para a namorada Lilian Shimizo Takaka.O presente tinha um motivo especial: o casal estava celebrando três anos de namoro. Depois de muita procura, ele não encontrou o que desejava e decidiu comprar uma barra comum  e derreter em casa, mas o chocolate queimou. A solução foi comprar uma joia, mas a ideia do chocolate diferenciado ficou na cabeça.Libano foi, então, procurar orientação no setor e decidiu fazer cursos, entre eles, da Chocolate Academy, projeto da Barry Callebau, fabricante belga de chocolates gourmet. Para se diferenciar, o empresário decidiu pelo chocolate belga por ser mais sofisticado, segundo ele.No mês passado, a companhia vendeu a média de 73 barras por dia e faturou R$ 28,7 mil.A Chococrie oferece 83 ingredientes, como avelã, uva-passa, flocos, cereja desidratada e gengibre, que permitem combinações diferentes e personalizadas, de acordo com Libano. O preço básico da barra de 100 g é R$ 8,25 e o prazo de entrega é de três dias úteis.
A história da Vionee começou em março de 2011, quando o empresário decidiu casar com a administradora de empresa Natalia Nuner Arruda. Na época, o casal deixou para o final a compra do sapato dela. Mas a compra transformou-se numa dor de cabeça para eles.A noiva não gostou dos modelos escolhidos. "Nós percebemos que havia uma carência de produtos diferenciados e decidimos montar um negócio depois", diz o empresário.Hoje, o site da Vionee permite que os clientes criem até cem calçados diferentes.Segundo Silva, além da opção de montar seu sapato, o site também arquiva os modelos criados pelos internautas em uma galeria para consultas. "Se um cliente gostar do modelo de sapato que outro desenhou, parte do lucro da venda é revertido em bônus para o criador na próxima compra", diz.O site permite que o cliente escolha a matéria-prima do calçado e os demais adereços, com salto, verniz e cor. O prazo de entrega é de 10 dias úteis.A loja fatura, em média, R$ 40 mil por mês, com lucro de R$ 4.000 a R$ 8.000.Os preços variam de R$ 180 (sapato) a R$ 1.200 (sandália para casamento). Ele afirma que o sapato montado tem uma folga de meio número e o cliente recebe, gratuitamente, dois ajustes de silicone para fazer as correções necessárias.

 

Magazine Luiza

Pesquisado por: Samuel Dreyfus De Oliveira Turma: 1° B
Fonte: ?

Magazine Luiza

Por Mariana Melo
Uma empresa familiar que leva o nome da dona. Foi assim que o Magazine Luiza consolidou um posicionamento de destaque no mercado nacional. Durante os seus 50 anos, a rede já festejou muitas conquistas até se tornar a terceira maior do varejo brasileiro. A história da rede, que desde 1992 atua sem nenhum prejuízo, é marcada por iniciativas arrojadas: foi pioneira na abertura das chamadas lojas virtuais e é conhecida nacionalmente por campanhas promocionais que levam multidões às suas lojas. O segredo do sucesso da empresa é profissionalismo, velocidade, qualidade e agilidade, tendo o cliente como centro do negócio e nunca perdendo de vista a responsabilidade social. O Magazine Luiza é uma empresa que não busca apenas vender produtos, sua meta é apresentá-los mostrando a felicidade que a aquisição de cada item pode gerar ao cliente. Hoje, a rede atende mais de 5 milhões de clientes e mantém o carisma e a marca do atendimento próximo.
Luiza Helena Trajano 
A história do Magazine Luiza começou na cidade de Franca, interior de São Paulo. Em 1957, Pelegrino José Donato e sua esposa, Luiza Trajano Donato, adquiriram uma pequena loja de presentes chamada "A Cristaleira". Em dado momento, eles decidiram convidar outros parentes para o negócio e, com o caixa forrado, abriram filiais. Uma puxou a outra e, ao final de duas décadas, a Cristaleira - agora já batizada como Magazine Luiza - contava com 30 lojas. Desde o início a empresa já apostava na proposta de interatividade e proximidade com o consumidor. Nesse meio tempo, entre os familiares envolvidos no negócio, Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues, sobrinha da fundadora, ganhou lugar de destaque. Luiza Helena começou na empresa aos 12 anos como balconista e passou a gerente geral. Em 1991, surgiu a necessidade de se criar uma holding e ela assumiu o cargo de superintendente do Magazine Luiza.
Sob seu comando foram criadas, em 1992, as lojas virtuais. As lojas virtuais nasceram da necessidade de expandir a rede para pequenas cidades do interior paulista. A primeira loja virtual foi inaugurada em Igarapava (SP). Bem antes de os brasileiros se familiarizarem com compras on-line, a empresária criou as tais lojas, com um ambiente clean e computadores de alta velocidade conectados a um centro de dados da companhia. Sem um único produto em exposição ou estoque, as lojas virtuais tinham baixo custo e, por isso, levavam vantagem na competição com as grandes redes de lojas convencionais. A compra era realizada através de terminais multimídia, com imagens dos produtos geradas em estúdio próprio e sempre com grande riqueza de detalhes. A presença de vendedores treinados nas lojas virtuais era um conforto a mais para a clientela, que tinha com isso um tratamento humanizado. Outra grande vantagem da loja virtual: o produto era entregue na casa do cliente em até 48 horas depois do pedido.
Em 1999, foi a vez de revolucionar o e-commerce com a criação do site magazineluiza.com. Entre as redes de varejo, o Magazine Luiza foi a que mais aproveitou o potencial da internet. A experiência adquirida nas lojas virtuais foi levada para a web e ampliada em um site totalmente seguro, com mais de cinco mil produtos, fácil de navegar e com banco de imagens próprio. O magazineluiza.com é o único do varejo on-line que conta com uma vendedora virtual, a Tia Luiza, que facilita a compra através do atendimento on-line e conteúdos prontos.

Loja em Sacramento, MG.
As ações de marketing também são fortes diferenciais que Luiza Helena utilizou para construir uma marca sólida e inovadora por meio de liquidações conhecidas nacionalmente, como a maior e mais tradicional liquidação do Brasil: a Liquidação Fantástica. O evento acontece no começo de janeiro e todo ano é notícia nos principais jornais impressos e telejornais do país. Com descontos de até 70%, todas as lojas da empresa abrem às 5h da manhã para receber milhares de clientes. Parte do prestígio alcançado pelo Magazine Luiza é fruto de ações mercadológicas diferenciadas, como: a Liquidação Fantástica; o Cliente Ouro; o Dia da Melhor Idade; o Dia da Mulher; doação de parte das vendas de dezembro para o Unicef; política de contratação de pessoas com deficiência física e da terceira idade. 
Em 2004 comprou a rede Arno, no Rio Grande do Sul, que possuía 51 lojas. A rede, famosa pelo domínio que exerce no interior do País, também marcou sua estréia na capital paulista com a inauguração de quatro lojas virtuais. Outras lojas foram inauguradas, fechando o ano com 80 inaugurações e 253 lojas. E, para coroar o ano, o faturamento rompeu a barreira do bilhão de reais. Em 2005 outras três redes foram adquiridas no estado de Santa Catarina - Base, Madol e Kilar - levando a empresa a contar com 350 lojas no total.
Todas essas conquistas sempre foram implementadas com um profundo respeito às pessoas. Os clientes recebem atenção especial no Magazine Luiza e os mais de 10 mil funcionários da rede são tratados com carinho por toda a diretoria. A recompensa por ser uma das empresas pioneiras na implantação de boas práticas para a valorização dos colaboradores tem rendido inúmeros prêmios ao Magazine Luiza. A rede varejista realiza uma série de programas que visam dar qualidade de vida, capacitação técnica e evolução pessoal, para que seus funcionários tenham uma visão de mundo mais ampla. Nos últimos anos, investiu fortemente na estruturação dos veículos de comunicação corporativa, utilizados para garantir o acesso às informações e diretrizes estratégicas e também para o treinamento dos colaboradores. O empenho dos funcionários é reconhecido por meio de bolsas de estudos, ajuda às mães, participação nos lucros e campanhas que rendem viagens internacionais aos melhores vendedores.
No Magazine Luiz, não há comissões individuais para os vendedores. Cada loja tem de cumprir uma meta geral e é isso que aumenta os bônus dos funcionários no final do mês. A prática, segundo Luiza, evita a concorrência interna e estimula o espírito de equipe. Alguns vendedores mais experientes e os gerentes da loja também têm autorização para aprovar ou não a concessão de crédito aos clientes. Hoje, a taxa de inadimplência da rede é 50% menor do que a média das lojas brasileiras. A empresária também ousou nas mudanças internas: derrubou paredes e fez um enxugamento hierárquico, com uma política salarial em que todos os contratados - de faxineiros a gerentes - têm participação nos lucros.

Promoção no Domingão do Faustão: 50 casas sorteadas.
As vendas por credito são o ponto forte do Magazine Luiza. Mais de 80% das vendas são feitas por meio de financiamento. Os pagamentos são facilitados em até 18 vezes, a juros mensais de 4%. É o mesmo percentual oferecido pela Casas Bahia. E assim como na rival, os clientes de Luiza pagam seus débitos na própria rede. Ao fazer com que os consumidores retornem todos os meses às lojas para quitar as dívidas, a empresa estimula o consumo. Luiza ainda oferece empréstimos pessoais e venda de seguros. Nas lojas virtuais, os clientes podem até pagar contas e fazer depósitos bancários. É um programa eficiente de fidelização.
A inovadora forma de administrar instituída pelo Magazine Luiza ganhou fama internacional. Em 2006, um pesquisador de Harvard Business School (EUA) acompanhou a rotina das principais lideranças da empresa. O estudo verificou que o segredo do sucesso do Magazine Luiza está em atingir as classes C, D e E, com ganho de escala, e permanente imagem de confiança. Em 2007, a história da empresa tornou-se um dos casos permanentes, estudados pelos alunos de Harvard, nos EUA, uma das mais importantes instituições de ensino do mundo. 
Atualmente o Magazine Luiza é conhecido como um dos gigantes do varejo nacional, contando com mais de 350 lojas (virtuais e tradicionais) espalhadas em sete estados brasileiros. Seu foco atual é conquistar maior liderança de mercado junto à rival Casas Bahia.  Para isto vem buscando novas regiões para melhorar sua atuação. A cada ano são planejadas estratégias de aquisições de novas lojas pelo Brasil.
 


Pesquisa 1º ano: Casos de sucesso

Olá!

As postagens a seguir são casos de sucesso no empreendedorismo que foram admirados e selecionados pelos alunos do primeiro ano A e B.

Atividade: Os alunos deveriam pesquisar um caso de empreendedorismo e enviar para o e-mail institucional do blog.

Os objetivos desse trabalho:
  • Conhecer diversos casos de sucesso no empreendedorismo;
  • Aprender a pesquisar na internet;
  • Tornar o e-mail uma prática de comunicação entre professor e alunos;
  • Ressaltar a importância da fonte de pesquisa.
Vale lembrar que:
  • Alunos que tiveram dificuldade de envio de e-mail poderia entregar o trabalho escrito;
  • Os casos serão socializados em sala. 

Simone Andrade Félix Santos

quarta-feira, 12 de março de 2014

Feira do Empreendedor 2014

Maior evento gratuito de empreendedorismo de Minas será realizado em BH, de 01 a 05 de abril de 2014

A Feira do Empreendedor é um evento focado em quem gostaria de abrir um negócio e aqueles empresários com negócios estabelecidos, abrangendo os setores de comércio, serviços, indústria e artesanato.
O foco principal é atender e capacitar gratuitamente. Além disso, fomentar, ampliar e diversificar a atividade econômica do Estado de Minas Gerais, por meio do conjunto de atividades ofertadas.
Em um único local, os participantes encontram palestras, oficinas, seminários, workshops, consultorias, rodada de negócios, mostra de oportunidades e atividades interativas.

Data e local

01 a 05 de abril de 2014 (terça a sábado)
Horário: 14h às 22h
Minascentro – Avenida Augusto de Lima, nº 785 – Lourdes

Fonte: http://feiradoempreendedormg.com.br/a-feira/home/

Atividade - primeiro ano: Tipos de empreendedores

Tipos de Empreendedores
Autor: Dr. José Dornelas
É bastante comum uma pessoa, ao ser solicitada a dar um exemplo de empreendedor, lembrar-se daqueles mais famosos, que têm exposição na mídia, que lideram grandes empresas e que geralmente são bem sucedidos financeiramente. Exemplos como Antônio Ermírio de Moraes, Sílvio Santos, Abílio Diniz, Samuel Klein, Luisa Helena são recorrentes.
Mas a pergunta seguinte é se eles são natos ou se podem se preparar para ser empreendedores. E, depois, se são influenciados pela família, se atuam no mundo corporativo, se são empreendedores sociais etc. A seguir são apresentados e definidos vários tipos de empreendedores. Na pesquisa que originou este livro, a amostra foi grande o suficiente (399 empreendedores) para cobrir quase todos os tipos aqui apresentados.

Tipo 1 — O Empreendedor Nato (Mitológico)
Geralmente são os mais conhecidos e aclamados. Suas histórias são brilhantes e, muitas vezes, começaram do nada e criam grandes impérios. Começam a trabalhar muito jovens e adquirem habilidade de negociação e de vendas. Em países ocidentais, esses empreendedores natos são, em sua maioria, imigrantes ou seus pais e avós o foram. São visionários, otimistas, estão à frente do seu tempo e comprometem-se 100% para realizar seus sonhos. Suas referências e exemplos a seguir são os valores familiares e religiosos, e eles mesmos acabam por se tornar uma grande referência. Se você perguntar a um empreendedor nato quem ele admira será comum lembrar da figura paterna/materna ou algum familiar mais próximo ou, em alguns casos, não haver algum exemplo específico para citar. Exemplos: Bill Gates, Andrew Carnegie, Sílvio Santos, Irineu Evangelista de Souza (Barão de Mauá) etc.

Tipo 2 — O Empreendedor que Aprende (Inesperado)
Este tipo de empreendedor tem sido muito comum. É normalmente uma pessoa que, quando menos esperava, se deparou com uma oportunidade de negócio e tomou a decisão de mudar o que fazia na vida para se dedicar ao negócio próprio. É o caso clássico de quando a oportunidade bate à porta. É uma pessoa que nunca pensou em ser empreendedor, que antes de se tornar um via a alternativa de carreira em grandes empresas como a única possível. O momento de disparo ou de tomada de decisão ocorre quando alguém o convida para fazer parte de uma sociedade ou ainda quando ele próprio percebe que pode criar um negócio próprio. Geralmente demora um pouco para tomar a decisão de mudar de carreira, a não ser que esteja em situação de perder o emprego ou já tenha sido demitido. Antes de se tornar empreendedor,
acreditava que não gostava de assumir riscos. Tem de aprender a lidar com as novas situações e se envolver em todas as atividades de um negócio próprio. Quem está pensando em uma alternativa à aposentadoria muitas vezes se encaixa nesse tipo.

Tipo 3 — O Empreendedor Serial (Cria Novos Negócios)
O empreendedor serial é aquele apaixonado não apenas pelas empresas que cria, mas principalmente pelo ato de empreender. É uma pessoa que não se contenta em criar um negócio e ficar à frente dele até que se torne uma grande corporação. Como geralmente é uma pessoa
dinâmica, prefere os desafios e a adrenalina envolvidos na criação de algo novo a assumir uma postura de executivo que lidera grandes equipes. Normalmente está atento a tudo o que ocorre ao seu redor e adora conversar com as pessoas, participar de eventos, associações, fazer networking. Para esse tipo de empreendedor, a expressão “tempo é dinheiro” cai como uma luva. Geralmente tem uma habilidade incrível de montar equipes, motivar o time, captar recursos para o início do negócio e colocar a empresa em funcionamento. Sua habilidade maior é acreditar nas oportunidades e não descansar enquanto não as vir implementadas. Ao concluir um desafio, precisa de outros para se manter motivado. Às vezes se envolve em vários negócios ao mesmo tempo e não é incomum ter várias histórias de fracasso. Mas estas servem de estímulo para a superação do próximo desafio.

Tipo 4 — O Empreendedor Corporativo
O empreendedor corporativo tem ficado mais em evidência nos últimos anos, devido à necessidade das grandes organizações de se renovar, inovar e criar novos negócios. São geralmente executivos muito competentes, com capacidade gerencial e conhecimento de ferramentas administrativas. Trabalham de olho nos resultados para crescer no mundo corporativo. Assumem riscos e têm o desafio de lidar com a falta de autonomia, já que nunca terão o caminho 100% livre para agir. Isso faz com que desenvolvam estratégias avançadas de negociação. São hábeis comunicadores e vendedores de suas idéias. Desenvolvem seu Networking dentro e fora da organização. Convencem as pessoas a fazerem parte de seu time, mas sabem reconhecer o empenho da equipe.
Sabem se auto promover e são ambiciosos. Não se contentam em ganhar o que ganham e adoram planos com metas ousadas e recompensas variáveis. Se saírem da corporação para criar o próprio negócio podem ter problemas no início, já que estão acostumados com as regalias
e o acesso a recursos do mundo corporativo.

Tipo 5 — O Empreendedor Social
O empreendedor social tem como missão de vida construir um mundo melhor para as pessoas. Envolve-se em causas humanitárias com comprometimento singular. Tem um desejo imenso de mudar o mundo criando oportunidades para aqueles que não têm acesso a elas. Suas características são similares às dos demais empreendedores, mas a diferença é que se realizam vendo seus projetos trazerem resultados para os outros e não para si próprios. Os empreendedores sociais são um fenômeno mundial e, principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, têm um papel social extremamente importante, já que através
de suas ações e das organizações que criam preenchem lacunas deixadas pelo poder público. De todos os tipos de empreendedores é o único que não busca desenvolver um patrimônio financeiro, ou seja, não tem como um de seus objetivos ganhar dinheiro. Prefere compartilhar seus recursos e contribuir para o desenvolvimento das pessoas.

Tipo 6 — O Empreendedor por Necessidade
O empreendedor por necessidade cria o próprio negócio porque não tem alternativa. Geralmente não tem acesso ao mercado de trabalho ou foi demitido. Não resta outra opção a não ser trabalhar por conta própria. Geralmente se envolve em negócios informais, desenvolvendo tarefas simples, prestando serviços e conseguindo como resultado pouco retorno financeiro. É um grande problema social para os países em desenvolvimento, pois apesar de ter iniciativa, trabalhar arduamente e buscar de todas as formas a sua subsistência e a dos seus familiares,
não contribui para o desenvolvimento econômico. Na verdade, os empreendedores por necessidade são vítimas do modelo capitalista atual, pois não têm acesso a recursos, à educação e às mínimas condições para empreender de maneira estruturada. Suas iniciativas empreendedoras são simples, pouco inovadoras, geralmente não contribuem com impostos e outras taxas, e acabam por inflar as estatísticas empreendedoras de países em desenvolvimento, como o Brasil. Sua existência em grande quantidade é um problema social que, no caso brasileiro, ainda está longe de ser resolvido.

Tipo 7 — O Empreendedor Herdeiro (Sucessão Familiar)
O empreendedor herdeiro recebe logo cedo a missão de levar à frente o legado de sua família. Empresas familiares fazem parte da estrutura empresarial de todos os países, e muitos impérios foram construídos nos últimos anos por famílias empreendedoras, que mostraram habilidade de passar o bastão a cada nova geração. Mais recentemente, porém, tem ocorrido a chamada profissionalização da gestão de empresas familiares, através da contratação de executivos de mercado para a administração da empresa e da criação de uma estrutura de governança corporativa, com os herdeiros opinando no conselho de administração e não necessariamente assumindo cargos executivos na empresa. O desafio do empreendedor herdeiro é multiplicar o
patrimônio recebido. Isso tem sido cada vez mais difícil. O empreende dor herdeiro aprende a arte de empreender com exemplos da família, e geralmente segue seus passos. Muitos começam bem cedo a entender como o negócio funciona e a assumir responsabilidades na organização, e acabam por assumir cargos de direção ainda jovens. Alguns têm senso de independência e desejo de inovar, de mudar as regras do jogo.
Outros são conservadores e preferem não mexer no que tem dado certo. Esses extremos, na verdade, mostram que existem variações no perfil do empreendedor herdeiro. Mais recentemente, os próprios herdeiros e suas famílias, preocupados com o futuro de seus negócios, têm optado por buscar mais apoio externo, através de cursos de especialização, MBA, programas especiais voltados para empresas familiares, com o objetivo de não tomar decisões apenas com base na experiência e na história de sucesso das gerações anteriores.

Tipo 8 — O “Normal” (Planejado)
Toda teoria sobre o empreendedor de sucesso sempre apresenta o planejamento como uma das mais importantes atividades desenvolvidas pelos empreendedores. E isso tem sido comprovado nos últimos anos, já que o planejamento aumenta a probabilidade de um negócio ser bem sucedido e, em conseqüência, leva mais empreendedores a usarem essa técnica para garantir melhores resultados. O empreendedor que “faz a lição de casa”, que busca minimizar riscos, que se preocupa com os próximos passos do negócio, que tem uma visão de futuro clara e que trabalha em função de metas é o empreendedor aqui definido como o “normal” ou planejado. “Normal” do ponto de vista do que se espera de um empreendedor, mas não necessariamente do que se encontra nas estatísticas gerais sobre a criação de negócios (a maioria dos empreendedores ainda não se encaixa na categoria “normal”). Então, o empreendedor normal seria o mais completo do ponto de vista da definição de empreendedor e o que a teria como referência a ser seguida, mas que na prática ainda não representa uma quantidade considerável de empreendedores. No entanto,ao se analisar apenas empreendedores bem sucedidos, o planejamento aparece como uma atividade bem comum nesse universo específico, apesar de muitos dos bem-sucedidos também não se encaixarem nessa categoria.

(Fonte: http://www.josedornelas.com.br)

Atividade proposta

Orientações:
  • Dividir a sala em grupos;
  • Sortear os tipos de empreendedores; 
  • Cada grupo deverá pesquisar e entrevistar na comunidade (Cidade: Itabira) um empreendedor que enquadre no "tipo de empreendedor" que recebeu no sorteio.
  • Período previsto para apresentação: abril/2014.

Postado por Simone Andrade Félix Santos